"Espécie" diz-se da forma de cada coisa; assim, é o que se subordina a um dado género (a espécie "gato" subordina-se ao género "animal"), também podendo ser o predicado que se predica de modo essencial a uma pluralidade de termos diferentes em espécie e o que se ordena sob o género e isso de que o género se predica por essência. De novo um exemplo destas relações usando "Homem" como espécie:
| Substância (género supremo) | |
| Géneros e Espécies subordinados | Corpo |
| Corpo animado | |
| Animal | |
| Animal racional | |
| Homem (espécie ínfima) | |
| Sócrates (indivíduo) | |
Entende-se por género supremo o que, sendo género, não é espécie e o que acima do qual não pode haver género superior. Ínfima espécie é, por sua vez, o que, não sendo espécie, não é género e que, sendo espécie, não é por sua vez divisível em espécies ("gato" é uma espécie ínfima que pode ser dividida, quando muito, em raças, mas nunca em mais espécies) e também o que se predica por essência de pluralidade de termos numericamente diferentes. Relativamente aos intermédios entre os extremos estão os géneros e as espécies subordinados e cada um deles propõe-se à vez como género e como espécie (é uma questão de relatividade).
Se o género é sempre predicado da espécie e todos os termos superiores aos termos inferiores já a espécie, pelo contrário, não se predica, nem do género próprio nem dos géneros superiores, pois não há reciprocidade. O género superior predica-se de todos os géneros que lhe são subordinados, assim como das espécies e dos indivíduos; o género anterior à espécie última predica-se de todas as espécies últimas e dos indivíduos; o género anterior à espécie última predica-se de todas as espécies últimas e dos indivíduos; a espécie, que é apenas espécie, predica-se de todos os indivíduos; finalmente, o indivíduo predica-se de um sujeito particular. Os indivíduos são-no compõem-se de particularidades cuja função não seria nunca igual à de outro sujeito.
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